Domingo, 05 de Setembro de 2010

• COMO FICARÁ A PRODUÇÃO DE 2009 ?

 

27/10/2008


(27/10/2008)

A despeito da elevação dos custos de insumos e das previsões de retração da produtividade e das exportações em 2009, o PIB do agronegócio continua como locomotiva do crescimento econômico brasileiro. De janeiro a junho de 2008, teve um crescimento de 6% sobre igual período de 2007. Desde 1990, ainda segundo dados apresentados por Castro, o setor contribuiu com mais de 27% do total de bens e serviços produzidos no País. Em 2008, o PIB do setor deverá chegar a R$ 611,5 bilhões, ante R$ 582,6 bilhões no ano passado. Realista, Castro também vê nuvens no horizonte. “A continuidade da política monetária restritiva potencializada pelos juros altos, aliada à contração da demanda externa, pode acarretar um arrefecimento na taxa de crescimento do PIB do agronegócio.”
 
Para Castro, a publicação da Lei 11,775 no Diário Oficial da União do dia 18 de setembro deste ano representa um alento. “Propõe um novo tratamento para a dívida Dos produtores rurais e uma solução definitiva para o problema do endividamento.” Com isso, ganha o País. “O estímulo à produção agropecuária – diz Castro – num cenário de crise internacional e possível esfriamento das exportações, favorece a balança comercial que pode ser alçada pela expansão do agronegócio e pela demanda mundial por alimentos.” Apesar da queda de ritmo na economia mundial, no último mês de agosto as exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 6,8 bilhões, com crescimento de 15,7% sobre o mesmo mês do ano anterior. Em 12 meses, o valor destas exportações atingiram a marca histórica de US$ 69 bilhões, conforme lembrou Castro. “A grande participação no PIB e o forte efeito multiplicador do complexo agroindustrial, aliados ao alto peso dos produtos agropecuários na pauta de exportações, contribuirão nos próximos anos para o (bom) desempenho da economia brasileira.”
 
Adicionalmente, o governo federal anunciou na segunda metade do mês de outubro a destinação de recursos substanciais para os setores do agronegócio e da construção civil. São, respectivamente, mais 2,5 bilhões de reais e 4 bilhões de reais. Trata-se de um movimento de antecipação aos impactos da crise internacional no País, que sinaliza o reconhecimento de sua gravidade e, ao mesmo tempo, poderá introduzir uma perspectiva diferente da que se tinha um mês antes.
 
Na perspectiva da preservação de madeira, a consolidação do PIB do agronegócio abre uma frente importante para o País. Mesmo diante da queda prevista para o PIB brasileiro, a trajetória do PIB do agronegócio mostra dinâmica própria e segue sem grandes mudanças de percurso, apesar de também enfrentar solavancos. A julgar pela análise de Alexandre de Castro, deveremos desacelerar, mas não vamos para o acostamento.


Fonte: Informativo ABPM


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